O gesto de solidariedade da família de uma paciente de 33 anos e a eficiente atuação dos serviços de captação de órgãos trouxe esperança para diversas pessoas que aguardam na fila por transplantes. O processo de captação de órgãos, que envolveu a Central de Transplantes do Estado, as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) 5 e 7, e a Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), demonstra a importância da integração e da sensibilidade nesse momento tão delicado.
A paciente, internada no HUSFP, teve o diagnóstico de morte encefálica confirmado após a realização de exames criteriosos, conforme previsto na legislação brasileira. A equipe da CIHDOTT foi responsável por iniciar o protocolo de avaliação e conscientização junto à família, garantindo um ambiente acolhedor e informativo para que a decisão de doar pudesse ser tomada com segurança e tranquilidade.
A jornada da doação
Após o consentimento familiar, o processo foi imediatamente comunicado à Central de Transplantes do Estado, que coordenou a logística para a alocação dos órgãos. A colaboração com as OPOs 5 e 7 foi essencial para identificar os receptores compatíveis e organizar o transporte dos órgãos, garantindo agilidade e preservação.
“Cada órgão doado representa uma nova chance de vida para alguém que enfrenta uma condição de saúde grave. Nosso papel é dar suporte tanto técnico quanto emocional às famílias e assegurar que todos os passos sejam realizados com o máximo respeito e eficiência”, afirmou o enfermeiro supervisor do nucleo de UTIs do HUSFP e membro da CIHDOTTA, Cristiano Martins.